
01 de julho de
2006
Proposta de redação
Texto I:
Entre os fatores que contribuíram
para o processo de globalização econômica se intensificasse nas últimas
décadas pode-se destacar o “encurtamento” das distâncias no planeta, promovido pela
extraordinária evolução dos sistemas de transporte e de
comunicação.(...)
As grandes distâncias deixaram de ser um
problema para o mundo dos negócios, o que intensificou o fluxo financeiro internacional. Essa
tendência iria acentuar-se na década de 1990, quando a transferência instantânea de
capitais de um mercado a outro do planeta acarretaria gravíssimas crises econômicas.
(MÉDICI, Miriam de Cássia e ALMEIDA, Miriam Lino de. Geografia: a
globalização econômica. São Paulo: Nova Geração, 1999.)
Texto II:
Eu odeio a
Internet
Jamais joguei paciência com um baralho de verdade.
Se tentasse, nem saberia arranjar as cartas. Dei-me conta disso ao receber, tempos atrás, um e-mail
com o título “você é escravo da tecnologia quando...”. a paciência sem
baralho era apenas um dos itens de uma longa lista, e não o mais absurdo. Em todas as
situações, havia esse efeito de desproporção e despropósito: a mais alta
tecnologia mobilizada para o mais estúpido dos fins (se o leitor já jogou paciência no Windows,
sabe do que falo). (...)
(...) a Internet é a propagação
indiscriminada da besteira. Alguém dirá que, com essa crítica à cyberabobrinha,
estou abordando o problema pela periferia. Acorre que os gurus da nova era – Nicholas Negroponte, do
MIT, para ficar com um exemplo célebre – afirmam, com razão, que a Internet não tem
centro.
Surge daí outra grande bobagem que se tem divulgado não
só por fibra ótica, mas também por meio do velho e sujo papel da imprensa: a Internet
democratiza o conhecimento. Se o leitor me perdoa a etimologia rasteira, direi que na verdade a rede tem
muito demos1 para pouco cratos2. Que poder efetivo uma página pessoal representa para seu autor?
Na falta de um centro, somos todos periferia.
(...) israelenses e palestinos,
petistas e tucanos, pornógrafos e evangélicos, punks e skin-heads – todos podem ter seu
site. O internauta surfa – isto é, passa pela superfície – por todos sem que isso
implique o mínimo compromisso ou mesmo interesse. A “harmonia mundial” (Negroponte, mais
uma vez) que essa diversidade sugere é enganosa.
Podemos jogar paciência
sem baralho, mas ainda vivemos em um mundo prosaicamente físico no qual o hardware para abrigar nosso
software segue inacessível para a maioria. No mínimo, ainda é cedo para se falar em
revolução sem precedentes. Gutemberg apresentou sua famosa Bíblia em 1455, mas a
imprensa como instituição pública levaria séculos para se desenvolver. (...)
Uma objeção previsível é a de que, afinal, eu uso a Internet.
O presente texto foi produzido em Porto Alegre, onde moro, e transmitido via e-mail para a redação da
SUPER, em São Paulo. E estou feliz, admito, muito feliz por não ter que sair de casa para enfrentar
fila nos Correios. Ainda assim, sustento o título aí em cima. Muita gente vai de carro
todos os dias para o trabalho, mas detesta dirigir.
Fico com as velhas bibliotecas de
papel, cujo autoritarismo secular pelo menos não vende ilusões de igualdade
tecnopopulista.
(TEXEIRA, Jerônimo. In:Superinteressante. São Paulo:
Abril, agosto 2000.)
1.relativo a povo.
2.relativo a
poder.
Texto III:
A
vida da mulher no trabalho é um paraíso? Ainda não. As pesquisas demonstram a
persistência de algum preconceito, que dificulta o progresso na carreira e mantém os holerites
femininos mais magros que os masculinos. As tais diretoras investigadas pelo Grupo Catho, por exemplo,
recebem 22,8% menos que seus colegas.
De maneira geral, no Brasil, as mulheres as
mulheres ganham o equivalente a 61% do salário dos homens. O problema afeta especialmente as
profissões de salário mais baixo. Quando sobem na carreira e adquirem maior
qualificação, as mulheres têm seu talento mais bem remunerado. Assim, no topo elas quase se
igualam aos homens.
(Edição especial da Revista Veja sobre a
mulher, ano 34, no. 48. São Paulo: Abril.)
Texto IV: (gráfico página
341)
Texto V:
Enquanto o mundo
vê o número de pobres aumentando, a ajuda dos países ricos aos governos mais miseráveis
diminui. Ricúpero lembra que entre 1990 e 2000, o volume de ajuda externa caiu 46%. Ontem,
porém, os Estados unidos anunciaram ajuda de US$ 14 milhões para Malaui1(...)
(O Estado de São Paulo, 19 de junho de 2002)
1.país do
sudeste da África
PROPOSTA:
Bartolomeu
Dias ultrapassou o Cabo da Boa Esperança em 1488.
Cristóvão
Colombo chega à América em 1492.
Santos=Dummont voou no seu 14Bis em
1906.
Na década de 20 do séc. XX, Ford já fabricava carros em
série.
O homem pisou na lua em 1969.
Uma sonda
estadunidense pousou em Marte nos primeiros anos do Séc. XXI.
Apesar de todos
os avanços e tentativas, algumas distâncias permanecem “inalteradas”. A partir da
leitura dos textos, produza uma dissertação, em prosa, na norma culta da língua portuguesa, em
até 20/25/30 linhas abordando o seguinte tema:
Há distâncias que devem ser
encurtadas.
Dúvidas professor Alex: e-mail:
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