LoginRegister
Academia Estação Sport Center
Home » Mural do Gap » Mundo » Um premier no telhado
A+ R A-
28-09-2011

Um premier no telhado

Qualifique este item
(0 votos)
MATÉRIA REFERENTE AO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2011
Daniela Kresch
Tensão com Turquia, independência palestina e indignados põem Netanyahu em situação difícil

O anúncio de Ancara de que haveria um corte total no relacionamento econômico entre Turquia e Israel teve efeito imediato na Bolsa de Valores de Tel Aviv, ontem. O Índice Maof caiu 2,8%, mesmo que, horas depois, o governo turco tenha voltado atrás e anunciado apenas a suspensão da compra e venda de equipamentos militares. O vaivém não ajudou a aliviar as perdas econômicas de Israel devido à decisão de sexta-feira do premier Recep Tayyip Erdogan de expulsar o embaixador israelense do país e reduzir a relação com Israel ao nível mínimo. Desde domingo, a bolsa de Tel Aviv caiu 9%.

A verdade é que o premier Benjamin Netanyahu está entre a cruz e a espada — ou, para usar uma expressão da dramaturgia judaica, se equilibra como um violinista no telhado. A referência à obra do escritor Scholem Aleichem — que conta a história de um judeu ortodoxo dividido entre tradição e modernidade — cabe como uma luva na encruzilhada enfrentada pelo premier, que balança entre agudas pressões externas e internas. A deterioração no relacionamento com a Turquia, aliada à iminência do reconhecimento da Palestina pela ONU e à incerteza quanto ao futuro da Primavera Árabe, compete com o histórico movimento popular pela queda no custo de vida, que levou 450 mil israelenses às ruas das principais cidades do país no sábado à noite.

O protesto contou com mais de 250 mil pessoas só em Tel Aviv — uma cidade de 600 mil habitantes — para reclamar dos preços dos aluguéis, dos imóveis, da educação, do combustível, dos alimentos e de tudo mais que faz com que a classe média nacional sobreviva em constante negativo bancário. Os indignados exigem que Netanyahu desvie recursos usados em segurança para serviços públicos, o que alguns partidos da coalizão direitista do premier — como o Israel Nossa Casa, do chanceler Avigdor Lieberman — tendem a rejeitar. Outras legendas que apoiam Netanyahu, no entanto, como o partido religioso Shas (historicamente voltado para questões socioeconômicas), prometem deixar o governo caso o premiero atenda às demandas do movimento social.

“A crise no relacionamento com a Turquia é uma luz vermelha em relação aos ataques que estão por vir nas frentes diplomática, de segurança e econômica. Vai afetar as vidas dos 450 mil manifestantes que demandam justiça social”, escreveu o analista israelense Akiva Eldar, do jornal “Haaretz”. “De que orçamento os manifestantes sociais propõem financiar os prejuízos causados pela tsunami diplomática?”, pergunta.

General adverte para risco de guerra

Aparentemente congelado diante de tantos desafios, Netanyahu tem sido criticado até mesmo por seu maior aliado: Washington. Segundo artigo publicado ontem pelo colunista Jeffrey Goldberg, da agência Bloomberg, o ex-secretário da Defesa americano Robert Gates, que acaba de deixar o cargo, chamou o premier de ingrato aoo retribuir os esfoos dos EUA em defender o Estado judeu do isolamento mundial. Segundo Goldberg, em encontro recente do Conselho de Segurança Nacional, Gates listou tudo que os americanos fizeram por Netanyahu — acesso a armas de alta qualidade, assistência no desenvolvimento do escudo antimíssil Domo de Ferro, colaboração das agências de inteligência. O retorno, no entanto, foi nulo, principalmente na falta de avançou nas negociações de paz com os palestinos — ponto-chave, segundo os americanos, para a manutenção da paz regional.

O ressentimento pode levar Washington a fazer vista grossa ao reconhecimento da Palestina na ONU, em votação que deve acontecer até o fim do mês. O temor, em Israel, é de que, além das consequências políticas da medida, haja uma exploo de violência na região, com ataques mútuos entre palestinos e israelenses na Cisjordânia, aumento nos lançamentos de mísseis contra Israel por extremistas de Gaza, e tentativas de cruzamento da fronteira por ativistas egípcios, sírios, libaneses e até jordanianos. A convulsão também pode levar o governo Netanyahu a tremer nas bases.

O relacionamento precário entre Israel e o Egito nascido da Primavera Árabe — que derrubou o ditador Hosni Mubarak, entre outros líderes regionais — engorda a lista de preocupações externas. Sem Mubarak, maior defensor do Acordo de Camp David, que estabeleceu a paz entre os dois países em 1978, existe a possibilidade de a chamada “paz fria” que caracterizou o relacionamento bilateral nos últimos 33 anos transformar-se numa “guerra quente”. “A democratização vai obrigar qualquer Parlamento e governo eleitos a adotarem políticas e posições consistentes com a opinião pública egípcia”, explicou Ghassan Khatib, diretor do Centro de Mídia Palestino em artigo no site Bitterlemons. “O acordo de paz assinado em 1978 nunca foi popular no Egito”.

O quadro externo toma contornos ainda mais preocupantes com os protestos na Síria, que ameaçam o governo de Bashar al-Assad, outro ditador por um fio que mantém uma paz de fato com Israel. Por tudo isso, o general israelense Eyal Eisenberg afirmou que a Primavera Árabe pode se transformar num “Inverno do islamismo radical”, com potencial cada vez maior de deslanchar uma guerra regional que conte até mesmo com armas de destruição em massa.

Explosão
de oleoduto arrasa favela do Quênia

Ao menos 75 morreram e mais de 100 ficaram feridos enquanto coletavam combustível vazado

NAIRÓBI. A notícia se espalhou rapidamente por uma favela no distrito de Sinai, em Nairóbi: como de costume, um oleoduto que passa ali entre as casas improvisadas estava vazando. Centenas de quenianos — homens, mulheres, crianças — corriam com recipientes para levar para casa um pouco do combustível quando, provavelmente por uma ponta de cigarro largada
por um homem no local, uma série de explosões matou ao menos 75 pessoas, reduzindo-as a ossos carbonizados. Outras 112 ficaram gravemente feridas.

— Foi como uma bomba — disse Stephen Njau, um carpinteiro de 29 anos, que estava a 500 metros do local. — Depois da primeira explosão, as tampas do duto foram lançadas para o alto, muito alto. Havia gritos por toda a parte. E eu corri e corri.

Desesperados, muitos se jogaram num rio vizinho ao duto, mas o combustível vazou na água poluída, provocando incêndios também ali. Uma escola foi queimada, mas não havia informações sobre o que ocorreu com as crianças.

Enquanto equipes de resgate e curiosos ainda trabalhavam no local para retirar mortos e feridos, o primeiro ministro, Raila Odinga, visitou a favela, e garantiu ajuda às vítimas.

— O governo vai fazer o que for possível para garantir que os feridos sejam tratados e os familiares dos mortos, compensados — disse, pelo teto-solar de um veículo 4x4. — É injusto que as pessoas morram assim.

Por sua vez, moradores da comunidade, em choque, culpavam a ausência do governo pelo ocorrido.

— Se houvesse governo aqui, as autoridades teriam notado que o vazamento estava ocorrendo por várias horas antes da explosão — afirmou Stephen Njaramba, que trabalha perto do local. — Mas fomos abandonados aqui, sem serviços.

O distrito de Sinai — um aglomerado de barracos em ferro e ruas de terra — fica a três quilômetros do aeroporto internacional de Nairóbi. Segundo moradores, um balde de combustível é suficiente para pagar o aluguel de um mês ali. O oleoduto que explodiu é um dos principais do país, e leva gasolina, diesel e combustível de aviação do porto de Mombaça ao resto do Quênia, cortando a favela. Em 2008, a companhia estatal que gerencia o duto tentou desalojar — sem sucesso — os moradores

Fonte: Jornal O Globo | Publicada em 07/09/2011
Informação em Destaque: Texto sublinhado e negrito
Esta notícia foi reproduzida para fins didáticos

Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Última modificação em Qua, 28 de Setembro de 2011 22:31
Administrator

Administrator

Portal de Informações da cidade de Itaboraí

Website: www.itaboraiweblist.com.br

Leave a comment

Deixe seu comentário, participe interagindo com os usuários do site.

Publicidade

Vera Gol Lateral

........................................

O Rusticão

........................................

Canil Bom Pastor

........................................

Classic Uniformes

Parceria

Produto Bom

Site Afiliado

CDL

Informações sobre a cidade

  • 1
  • 2
Prev Next

Estrutura Municipal

Estrutura Municipal

Informações sobre a prefeitura da cidade

Telefones Úteis de Itaboraí

Telefones Úteis de Itaboraí

Informações sobre Itaboraí

Como Chegar à Itaboraí?

Como Chegar à Itaboraí?

Veja como chegar a Itaboraí

Dados Geográficos

Dados Geográficos

Informações geográficas e estatísticas.

Cultura e Turismo

  • 1
  • 2
  • 3
Prev Next

Atrativos Culturais

Atrativos Culturais

Monumentos tombados pelo patrimônio histórico.

História da Cidade

História da Cidade

História da Cidade de Itaboraí

Parque Paleontológico

Parque Paleontológico

Informações sobre a geologia, arqueologia e paleontologia

Paróquias e Capelas

Paróquias e Capelas

Informações das paróquias e capelas por bairro.

Lendas e Folclore de Itaboraí

Lendas e Folclore de Itaboraí

Lendas sobre a cidade

Turismo e Ecoturismo

Turismo e Ecoturismo

Informações turísticas sobre Itaboraí

Guia do Centro Histórico

Guia do Centro Histórico

Centro Histórico e Cultural

Estatísticas do Site

  • Membros : 4169
  • Conteúdo : 2149
  • Links da Web : 71
  • Visualizações de Conteúdo : 1095589

Nós temos 32 visitantes online

Register

*
*
*
*
*

* Field is required