| O que mudou | Observações | Alfabeto (Base I) As letras k, w e y foram incorporadas ao alfabeto. O alfabeto passa a ter 26 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z. | As letras k, w e y são usadas em casos especiais: em nomes • de pessoas de origem estrangeira e seus derivados: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Byron, byroniano. • em nomes geográficos próprios de origem estrangeira e seus derivados: Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano; Okinawa, okinawano; Seychelles, seychellense. • em siglas, símbolos e palavras adotadas como unidades de medida: www (World Wide Web); K (símbolo químico de potássio); W (de west, oeste); kg (quilograma); km (quilômetro); kW (kilowatt), yd (de yard, jarda). | Vogais átonas (Base V) Os adjetivos e os substantivos derivados com terminação -iano e -iense são escritos com i, e não com e, antes da sílaba tônica. Exemplos: acriano (de Acre), açoriano, camiliano, camoniano, ciceroniano, eciano, freudiano, goisiano (relativo a Damião de Góis), sofocliano, torriano (de Torres), zwingliano (Ulrich Zwingli), etc. | | Acentuação gráfica das palavras paroxítonas (Base IX) • Os ditongos abertos tônicos éi e ói não são mais acentuados graficamente. Exemplos: assembleia, ideia, heroico, jiboia, etc. (Ver mais exemplos na pág. 35) • As formas verbais que contêm eem não são mais assinaladas com acento circunflexo. Exemplos: creem, deem, descreem, desdeem, leem, preveem, redeem, releem, reveem, tresleem, veem, etc. • O penúltimo o do hiato oo(s) perde o acento circunflexo. Exemplos: enjoo (substantivo e flexão do verbo enjoar), povoo (flexão do verbo povoar), voos (substantivo e flexão do verbo voar). (Ver mais exemplos na pág. 36) | | Acentuação gráfica das palavras paroxítonas (Base IX) Deixam de ser acentuadas • as seguintes palavras homógrafas: para (flexão do verbo parar), homógrafa de para (preposição); – pela(s) (substantivo e flexão do verbo pelar), homógrafa de pela(s) (combinação de per e la(s)); – pelo (flexão do verbo pelar), homógrafa de pelo(s) (substantivo ou combinação de per e lo(s)); – polo(s) (substantivo), homógrafa de polo(s), combinação de por e lo(s)); – pera (substantivo), homógrafa de pera (preposição). | O verbo pôr continua acentuado. • Continua a ser acentuada a forma pôde (terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder). • É facultativo o uso do acento circunflexo em: – dêmos (primeira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo dar), homógrafa de demos (primeira pessoa do plural do presente do indicativo do verbo dar); – fôrma (substantivo), homógrafa de forma (substantivo/verbo). | Acentuação gráfica das palavras oxítonas e paroxítonas (Base X) • Deixam de ser acentuadas as vogais tônicas i e u das palavras paroxítonas precedidas de ditongo. Exemplo: baiuca. (Ver mais exemplos na pág. 36) | Permanecem acentuadas as vogais tônicas i e u precedidas de ditongo de palavras oxítonas. Exemplos: Piauí, teiú, teiús, tuiuiú, tuiuiús. | O u tônico dos verbos arguir e redarguir não é mais assinalado com acento agudo nas formas rizotônicas (quando o acento agudo cai em sílaba do radical) antes de e ou i. Exemplos: arguis (segunda pessoa do singular do presente do indicativo), argui (terceira pessoa do singular do presente do indicativo e segunda pessoa do singular do imperativo), arguem (terceira pessoa do plural do presente do indicativo). • As formas verbais do tipo de aguar, apaniguar, apaziguar, apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir e afins admitem duas pronúncias diferentes, portanto duas grafias distintas: a) Se o u dessas formas verbais for tônico, ele deixa de ser acentuado graficamente. Exemplo: averiguo. b) Porém, se o a e o i passarem a tônicos, eles devem ser acentuados graficamente. Exemplo: averíguo. a) (Ver as conjugações nas págs. 37 e 38) | | Trema (Base XIV) O trema foi suprimido, exceto nas palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Exemplos: hübneriano (de Hübner), mülleriano (de Müller), etc. (Ver exemplos de palavras que perderam o trema nas págs. 38 e 39.) | | Hífen (Base XV) Palavras compostas • que perderam, em certa medida, a noção de composição são grafadas aglutinadamente. Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé, etc. • Usa-se o hífen em topônimos compostos iniciados pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigos. Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa- -Quatro, Trás-os-Montes, etc. • Usa-se o hífen em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento. Exemplos: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; bênção-de-deus, erva-do-chá, ervilha- -de-cheiro, fava-de-santo-inácio; bem-me-quer (tam-bém conhecida como margarida ou malmequer); andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca; andorinha-do-mar, cobra-d´água, lesma-de-conchinha; bem-te-vi (pássaro). • O advérbio bem, em muitos compostos, aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte. Exemplos: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença, etc. • Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando encadeamentos vocabulares. Exemplos: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade, a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra- Porto, a ligação Angola-Moçambique. | O hífen continua a ser empregado nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos constituem uma unidade sintagmática e semântica. Exemplos: arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião, tenente-coronel, tio-avô, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, afro-asiático, afro-luso-brasileiro, azul-escuro, primeiro-ministro, conta-gotas, guarda-chuva, etc. Os demais topônimos compostos são escritos com os elementos separados, sem hífen. Exemplos: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, etc. Exceção: Guiné-Bissau, consagrada pelo uso. Bem-vindo continua com hífen. | Hífen (Base XVI) • Usa-se o hífen nas formações com aero-, agro-, ante-, anti-, arqui-, auto-, bio-, circum-, co-, contra-, eletro-, entre-, extra-, geo-, hidro-, hiper-, infra-, inter-, intra-, macro-, maxi-, micro-, mini, multi-, neo-, pan-, pluri-, pós-, pré-, pró-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, sobre-, sub-, super-, supra-, tele-, ultra-, etc. a) se o segundo elemento começa por h. Exemplos: anti-higiênico, co-herdeiro, extra-humano, pré-história, etc. b) se o primeiro elemento termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: anti-ibérico, contra-almirante, auto- -observação, eletro-ótica, micro-onda, semi- -interno, etc. c) nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n (além de h, como já visto). Exemplos: circum-escolar, circum-murado, circum-navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude. d) nas formações com os prefixos hiper-, intere super-, quando o segundo elemento começa por r. Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. e) depois dos prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-. Exemplos: ex-almirante, sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vizo-rei. f) nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-, sempre tônicos e acentuados, quando o segundo elemento tem vida própria. Exemplos: pós-graduação, pré-escolar, pró-africano. | Não se usa o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial. Exemplos: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc. Exceção: Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o. Exemplos: cooperar, coobrigação, coocupante, cooperação, coordenar, etc. Não se usa hífen nas formas átonas (pos-, pre- e pro-). Exemplos: pospor, prever, promover. | Hífen (Base XVI) • Não se usa hífen nas formações em que o primeiro elemento termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, sendo que essas consoantes são duplicadas. Exemplos: antirreligioso, contrarregra, cosseno, extrarregular, infrassom, etc. • Não se usa hífen nas formações em que o primeiro elemento termina em vogal, se o segundo elemento começa por vogal diferente. Exemplos: antiaéreo, coeducação, coedição, coautoria, extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual, etc. (Ver mais exemplos nas págs. 40 a 53) | | Divisão silábica (Base XX) Se a palavra for composta ou for uma forma verbal seguida de pronome átono e se a partição no final da linha coincidir com o final de um dos elementos ou membros, deve-se, por clareza gráfica, repetir o hífen no início da linha imediata. Exemplos: ex--presidente vende-se | |
Fonte: EDITORA MODERNA |