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02-03-2009

Principais mudanças do Acordo Ortográfico

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Publicado em: 02/03/2009

O que mudou Observações
Alfabeto (Base I)
As letras k, w e y foram incorporadas ao alfabeto.
O alfabeto passa a ter 26 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j,
k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z.
As letras k, w e y são usadas em casos especiais:
em nomes • de pessoas de origem estrangeira
e seus derivados: Kant, kantismo; Darwin,
darwinismo; Byron, byroniano.
• em nomes geográficos próprios de origem
estrangeira e seus derivados: Kuwait, kuwaitiano;
Malawi, malawiano; Okinawa, okinawano;
Seychelles, seychellense.
• em siglas, símbolos e palavras adotadas como
unidades de medida: www (World Wide Web);
K (símbolo químico de potássio); W (de west,
oeste); kg (quilograma); km (quilômetro); kW
(kilowatt), yd (de yard, jarda).
Vogais átonas (Base V)
Os adjetivos e os substantivos derivados com terminação
-iano e -iense são escritos com i, e não com e,
antes da sílaba tônica.
Exemplos: acriano (de Acre), açoriano, camiliano,
camoniano, ciceroniano, eciano, freudiano, goisiano
(relativo a Damião de Góis), sofocliano, torriano (de
Torres), zwingliano (Ulrich Zwingli), etc.
 
Acentuação gráfica
das palavras paroxítonas (Base IX)
• Os ditongos abertos tônicos éi e ói não são mais
acentuados graficamente.
Exemplos: assembleia, ideia, heroico, jiboia, etc.
(Ver mais exemplos na pág. 35)
• As formas verbais que contêm eem não são mais
assinaladas com acento circunflexo.
Exemplos: creem, deem, descreem, desdeem, leem,
preveem, redeem, releem, reveem, tresleem, veem,
etc.
• O penúltimo o do hiato oo(s) perde o acento circunflexo.
Exemplos: enjoo (substantivo e flexão do verbo enjoar),
povoo (flexão do verbo povoar), voos (substantivo
e flexão do verbo voar). (Ver mais exemplos
na pág. 36)
 
Acentuação gráfica das palavras paroxítonas (Base IX)
Deixam de ser acentuadas • as seguintes palavras homógrafas:

para (flexão do verbo parar), homógrafa de para
(preposição);
– pela(s) (substantivo e flexão do verbo pelar), homógrafa
de pela(s) (combinação de per e la(s));

pelo (flexão do verbo pelar), homógrafa de pelo(s)
(substantivo ou combinação de per e lo(s));
– polo(s) (substantivo), homógrafa de polo(s), combinação
de por e lo(s));

pera (substantivo), homógrafa de pera (preposição).
O verbo pôr continua acentuado.
• Continua a ser acentuada a forma pôde (terceira
pessoa do pretérito perfeito do indicativo
do verbo poder).
• É facultativo o uso do acento circunflexo
em:
– dêmos (primeira pessoa do plural do presente
do subjuntivo do verbo dar), homógrafa
de demos (primeira pessoa do plural
do presente do indicativo do verbo dar);
– fôrma (substantivo), homógrafa de forma
(substantivo/verbo).
Acentuação gráfica das palavras
oxítonas e paroxítonas (Base X)
• Deixam de ser acentuadas as vogais tônicas i e u das
palavras paroxítonas precedidas de ditongo.
Exemplo: baiuca. (Ver mais exemplos na pág. 36)
Permanecem acentuadas as vogais tônicas i e u
precedidas de ditongo de palavras oxítonas.
Exemplos: Piauí, teiú, teiús, tuiuiú, tuiuiús.
O u tônico dos verbos arguir e redarguir não é
mais assinalado com acento agudo nas formas rizotônicas
(quando o acento agudo cai em sílaba do
radical) antes de e ou i.
Exemplos: arguis (segunda pessoa do singular do
presente do indicativo), argui (terceira pessoa do
singular do presente do indicativo e segunda pessoa
do singular do imperativo), arguem (terceira
pessoa do plural do presente do indicativo).
• As formas verbais do tipo de aguar, apaniguar, apaziguar,
apropinquar, averiguar, desaguar, enxaguar,
obliquar, delinquir e afins admitem duas pronúncias
diferentes, portanto duas grafias distintas:
a) Se o u dessas formas verbais for tônico, ele deixa
de ser acentuado graficamente.
Exemplo: averiguo.
b) Porém, se o a e o i passarem a tônicos, eles devem
ser acentuados graficamente.
Exemplo: averíguo.
a) (Ver as conjugações nas págs. 37 e 38)
 
Trema (Base XIV)
O trema foi suprimido, exceto nas palavras derivadas
de nomes próprios estrangeiros.
Exemplos: hübneriano (de Hübner), mülleriano (de
Müller), etc.
(Ver exemplos de palavras que perderam o trema nas
págs. 38 e 39.)
 
Hífen (Base XV)
Palavras compostas • que perderam, em certa medida,
a noção de composição são grafadas aglutinadamente.
Exemplos: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas,
paraquedista, pontapé, etc.
• Usa-se o hífen em topônimos compostos iniciados
pelos adjetivos grã, grão ou por forma verbal ou
cujos elementos estejam ligados por artigos.
Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Passa-
-Quatro, Trás-os-Montes, etc.
• Usa-se o hífen em palavras compostas que designam
espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não
ligadas por preposição ou qualquer outro elemento.
Exemplos: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce,
feijão-verde; bênção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-
-de-cheiro, fava-de-santo-inácio; bem-me-quer (tam-bém
conhecida como margarida ou malmequer);
andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca;
andorinha-do-mar, cobra-d´água, lesma-de-conchinha;
bem-te-vi (pássaro).
• O advérbio bem, em muitos compostos, aparece
aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha
ou não vida à parte.
Exemplos: benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença,
etc.
• Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que
ocasionalmente se combinam, formando encadeamentos
vocabulares.
Exemplos: a divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade,
a ponte Rio-Niterói, o percurso Lisboa-Coimbra-
Porto, a ligação Angola-Moçambique.

O hífen continua a ser empregado nas palavras
compostas por justaposição que não contêm
formas de ligação e cujos elementos constituem
uma unidade sintagmática e semântica.
Exemplos: arco-íris, decreto-lei, médico-cirurgião,
tenente-coronel, tio-avô, guarda-noturno,
mato-grossense, norte-americano, afro-asiático,
afro-luso-brasileiro, azul-escuro, primeiro-ministro,
conta-gotas, guarda-chuva, etc.
Os demais topônimos compostos são escritos
com os elementos separados, sem hífen.
Exemplos: América do Sul, Belo Horizonte,
Cabo Verde, etc.
Exceção: Guiné-Bissau, consagrada pelo uso.

Bem-vindo continua com hífen.

Hífen (Base XVI)
• Usa-se o hífen nas formações com aero-, agro-,
ante-, anti-, arqui-, auto-, bio-, circum-, co-, contra-,
eletro-, entre-, extra-, geo-, hidro-, hiper-,
infra-, inter-, intra-, macro-, maxi-, micro-, mini,
multi-, neo-, pan-, pluri-, pós-, pré-, pró-, proto-,
pseudo-, retro-, semi-, sobre-, sub-, super-, supra-,
tele-, ultra-, etc.
a) se o segundo elemento começa por h.
Exemplos: anti-higiênico, co-herdeiro, extra-humano,
pré-história, etc.
b) se o primeiro elemento termina na mesma vogal
com que se inicia o segundo elemento.
Exemplos: anti-ibérico, contra-almirante, auto-
-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-
-interno, etc.
c) nas formações com os prefixos circum- e pan-,
quando o segundo elemento começa por vogal,
m ou n (além de h, como já visto).
Exemplos: circum-escolar, circum-murado,
circum-navegação; pan-africano, pan-mágico,
pan-negritude.
d) nas formações com os prefixos hiper-, intere
super-, quando o segundo elemento começa
por r.
Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente,
super-revista.
e) depois dos prefixos ex- (com o sentido de estado
anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e
vizo-.
Exemplos: ex-almirante, sota-piloto, soto-mestre,
vice-presidente, vizo-rei.
f) nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-,
sempre tônicos e acentuados, quando o segundo
elemento tem vida própria.
Exemplos: pós-graduação, pré-escolar, pró-africano.

Não se usa o hífen em formações que contêm
em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo
elemento perdeu o h inicial.
Exemplos: desumano, desumidificar, inábil, inumano,
etc.
Exceção: Nas formações com o prefixo co-, este
aglutina-se em geral com o segundo elemento
mesmo quando iniciado por o.
Exemplos: cooperar, coobrigação, coocupante,
cooperação, coordenar, etc.

Não se usa hífen nas formas átonas (pos-, pre- e
pro-).
Exemplos: pospor, prever, promover.

Hífen (Base XVI)
• Não se usa hífen nas formações em que o primeiro
elemento termina em vogal e o segundo elemento
começa por r ou s, sendo que essas consoantes são
duplicadas.
Exemplos: antirreligioso, contrarregra, cosseno, extrarregular,
infrassom, etc.
• Não se usa hífen nas formações em que o primeiro
elemento termina em vogal, se o segundo elemento
começa por vogal diferente.
Exemplos: antiaéreo, coeducação, coedição, coautoria,
extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem,
agroindustrial, hidroelétrico, plurianual,
etc.
(Ver mais exemplos nas págs. 40 a 53)
 
Divisão silábica (Base XX)
Se a palavra for composta ou for uma forma verbal
seguida de pronome átono e se a partição no final da
linha coincidir com o final de um dos elementos ou
membros, deve-se, por clareza gráfica, repetir o hífen
no início da linha imediata.
Exemplos: ex--presidente
vende-se
 

Fonte: EDITORA MODERNA

Última modificação em Ter, 03 de Março de 2009 21:29
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