LoginRegister
Digital Fotografia
Home » Mural do Gap » Ciência e Tecnlogia » Muita pesquisa, pouco resultado
A+ R A-
27-08-2011

Muita pesquisa, pouco resultado

Qualifique este item
(0 votos)
MATÉRIA REFERENTE AO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2011
Estudo mostra que número de patentes brasileiras é desproporcional à produção científica.

Um País onde muito se pesquisa e pouco sai do papel. É este o Brasil destacado por um levantamento inédito do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), realizado entre estabelecimentos de pesquisa não-acadêmicos. A pequena quantidade de pedidos de patentes, segundo os autores do estudo, mostra a dificuldade para aplicar, na prática, os investimentos públicos em ciência, que aumentaram significativamente nos últimos anos. Em 2009, o Brasil publicou 32 mil artigos em publicações científicas, o que equivale a 54% da produção latino-americana e 2,7% da mundial.

Foram contabilizados 673 pedidos de patentes entre 1990 e 2007. As instituições que encabeçam o ranking das invenções são ligadas a secretarias estaduais ou ministérios, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Instituto de Pesquisa Tecnológica de São Paulo (IPT) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Com a patente, o pesquisador ganha um título de propriedade temporária sobre aquela invenção, para que possa desenvolver seu produto sem concorrência. Se não pedir a patente, qualquer competidor pode apropriar-se do seu objeto de trabalho. É um procedimento básico para diversas áreas científicas - embora, em algumas, o objetivo do trabalho seja apenas gerar conhecimento, sem resultados imediatos.

Alguns cientistas contentam-se em apresentar seus estudos em revistas científicas, congressos e seminários. Como, depois de uma apresentação em público, não é mais permitido patentear o trabalho, acabam sem registrá-lo.

- Os pesquisadores ainda não estão preocupados em fazer de seus trabalhos um bem intangível - lamenta Luciana Goulart de Oliveira, do Inpi, que assina o levantamento com Jeziel da Silva Nunes. - Mais de metade do que se gasta com pesquisa vem de fundos públicos. E o que é público deveria gerar resultado. Então, há muito dinheiro investido e pouco repassado para a sociedade, na forma de resultados.

Pouco envolvimento das empresas - A prevalência do Estado, seja como financiador ou patenteador, é uma situação oposta à observada nos EUA e em boa parte da União Europeia. Lá, a iniciativa privada domina o investimento e registro de novos produtos.

- Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, em 2008 havia 152 mil pesquisadores em instituições de pesquisa e 54 mil no setor empresarial - destaca Luciana. - Ainda não há a mentalidade de levar esses estudiosos para passar o seu know-how ao mercado.

De acordo com o levantamento no Inpi, a falta de pesquisadores nas empresas é ruim para a economia. Uma empresa que não mantém seu corpo de pesquisadores não se diferencia das demais. Sem o investimento em diferenciais, como novas tecnologias, ela está indefesa contra uma série de obstáculos.

- No setor elétrico, as fábricas de tomadas, por exemplo, estão se extinguindo, porque é mais fácil comprar da China. Lá o custo de produção é menor, por causa da mão de obra extremamente barata - explica Luciana. - O mesmo ocorre com os setores calçadista, eletrônico, de máquinas e equipamentos. São casos assim que nos fazem ler tanto atualmente sobre a desindustrialização do Brasil. Estamos perdendo uma base industrial altamente empregadora.

Dois anos atrás, o Inpi conferiu quais, entre as universidades, eram as maiores depositantes de patentes - e, assim, deparou-se com nomes como USP, UFRJ e Unicamp. Agora, enveredou sua pesquisa pela primeira vez para as instituições não-acadêmicas.

- É o primeiro levantamento do gênero feito no Brasil - ressalta Luciana. - Fizemos justamente para estabelecer uma série histórica. Assim, no futuro, podemos atribuir o fato de uma década ser mais ou menos produtiva a determinada política pública, incentivo.

Os pedidos de patentes foram, proporcionalmente, mais numerosos nos anos 2000 do que nos anos 90. Esta mudança deve-se a uma revisão na Lei de Propriedade Industrial, em 1996, que derrubou a proibição ao patenteamento de remédios e alimentos, e ao próprio desenvolvimento do setor de pesquisa do País.

Outro dado que chamou atenção, dado o tamanho do País e sua quantidade de pesquisadores, é como a pesquisa científica está concentrada em poucas mãos. Dos 673 depósitos de patentes identificados, 91% vêm de apenas 18 instituições.

Para Jerson Lima Silva, diretor científico da Faperj e da Academia Brasileira de Ciências, falta uma maior interação entre os pesquisadores e o Inpi.

- O tempo de tramitação de um pedido de patente pode demorar até sete anos. É algo que desagrada muitos pesquisadores, embora não possa ser reduzido para apenas alguns meses - pondera. - Mas também precisamos destacar que, em áreas que somos fortes, como a agricultura e a produção de jatos, não é necessário o depósito de tantas patentes como na produção de automóveis, por exemplo. Neste caso, as mudanças na montagem são muito mais frequentes, e cada uma precisa ser protegida por um novo documento.

Silva assinala que, embora o pedido de patentes ainda seja aquém do desejado, as pesquisas brasileiras têm sido cada vez mais citadas em trabalhos estrangeiros - inclusive em depósitos de patentes.



Fonte: Jornal O Globo | Publicada em 12/05/2011
Informação em Destaque: Texto sublinhado e negrito
Esta notícia foi reproduzida para fins didáticos

Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Última modificação em Sáb, 27 de Agosto de 2011 03:23
Administrator

Administrator

Portal de Informações da cidade de Itaboraí

Website: www.itaboraiweblist.com.br

Leave a comment

Deixe seu comentário, participe interagindo com os usuários do site.

Publicidade

Vera Gol Lateral

........................................

Liverpool Idiomas

........................................

Lokal Seguros

........................................

William Filmes

Parceria

Produto Bom

Site Afiliado

CDL

Informações sobre a cidade

  • 1
  • 2
Prev Next

Estrutura Municipal

Estrutura Municipal

Informações sobre a prefeitura da cidade

Telefones Úteis de Itaboraí

Telefones Úteis de Itaboraí

Informações sobre Itaboraí

Como Chegar à Itaboraí?

Como Chegar à Itaboraí?

Veja como chegar a Itaboraí

Dados Geográficos

Dados Geográficos

Informações geográficas e estatísticas.

Cultura e Turismo

  • 1
  • 2
  • 3
Prev Next

Atrativos Culturais

Atrativos Culturais

Monumentos tombados pelo patrimônio histórico.

História da Cidade

História da Cidade

História da Cidade de Itaboraí

Parque Paleontológico

Parque Paleontológico

Informações sobre a geologia, arqueologia e paleontologia

Paróquias e Capelas

Paróquias e Capelas

Informações das paróquias e capelas por bairro.

Lendas e Folclore de Itaboraí

Lendas e Folclore de Itaboraí

Lendas sobre a cidade

Turismo e Ecoturismo

Turismo e Ecoturismo

Informações turísticas sobre Itaboraí

Guia do Centro Histórico

Guia do Centro Histórico

Centro Histórico e Cultural

Estatísticas do Site

  • Membros : 4169
  • Conteúdo : 2149
  • Links da Web : 71
  • Visualizações de Conteúdo : 1095587

Nós temos 30 visitantes online

Register

*
*
*
*
*

* Field is required