Na Fazenda de Macacu existia em alçapão na casa grande que era usado para castigar os escravos que cometessem qualquer erro. O rebelde era chamado e levado para uma sala e lá colocado no alçapão que iria sair diretamente no rio; todos que eram chamados aquela sala não voltavam mais e os companheiros não sabiam o que havia acontecido com ele e todos ficavam com muito medo de ser castigados, pois não voltavam mais. Essa lenda é contada de várias maneiras. E nos foi contada pelo senhor "PULU", Polunciano Batista da Silveira, morador de Porto das Caixas. Que nasceu há mais de 80 anos. O senhor Pulu tem um pequeno comércio (botequim), na beira do rio Aldeia; por isso os moradores conhecem-no como o rio "de PULO" e muitos nem sabem o verdadeiro nome do rio.
Um escravo da fazenda da cruz foi castigado até morrer por causa de um furto que afirmava não ter praticado. Conta a lenda que, antes de morrer, o escravo jurou inocência e disse que, se ele tivesse culpa, Porto das Caixas continuaria a mesma e logo a seguir começou a decadência.
Conta-se que na Fazenda Maravilha, em Porto das Caixas, local preferido dos caçadores, pela grande quantidade de caças ali existentes, às sextas-feiras ninguém se atrevia a realizar sua caçada. Os cachorros sentiam algo estranho e davam um aviso aos seus donos; ficavam amedrontados e sem querer sair de perto deles. Houve caso em que alguém insistiu em caçar assim mesmo e ficou perdido no mato. Acredita-se que fosse obra do Saci Perere e todos os caçadores tomavam conheci-mento de que não deveriam caçar nas sextas-feiras naquela fazenda.
Outra lenda diz que foram encontrados restos mortais, pelos operários da Prefeitura, nas escavações para a restauração da Praça Marechal Floriano Peixoto no centro da cidade, porém, ninguém viu, nem documentou; só o boato passou de boca em boca e a lenda ficou no ar, contada principalmente pelos moradores mais antigos.
Um burro foi enterrado vivo dentro de um poço em frente a uma capela que ficava onde está localizada a Igreja Nossa Senhora da Conceição, Porto das Caixas.
Um coronel, proprietário do poço, não queria que o povo continuasse tirando água e resolveu aterrar o poço com o animal ainda vivo. O povo atribui o declinio social, político e econômico, que a Vila experimentou, ao crime praticado pelo Coronel, de enterrar o burro vivo em frente a capela.





































