O Centro Histórico de Itaboraí, localizado na Praça
Marechal Floriano Peixoto (antigo Largo da Igreja de São João Batista) é composto por um
destacado conjunto arquitetônico do Período Colonial Brasileiro. Pode-se começar o passeio pela
Igreja Matriz de São João Batista, instalada no local onde Itaboraí foi fundada. Caminhando
até o prédio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, tem-se um exemplo de casa
térrea daquele período. A casa de cultura Heloisa Alberto Torres possui um fabuloso acervo
bibliográfico e mobiliário. O Teatro Municipal João Caetano remete século XIX, quando
Itaboraí era freqüentado pela Família Real, que ia à cidade especialmente para assistir
as encenações do teatrólogo. Lá, hospedavam-se na residência do Visconde de
Itaboraí. A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim foi construida no século XVIII, enquanto a fonte da
Carioca guarda a lenda de uma passagem secreta. Os prédios da Maçonaria e da Câmara dos
Vereadores, com seus frontões triangulares, são exemplos da arquitetura neoclássica. O
Centro Histórico traz na beleza e imponência de seus monumentos, as marcas de nossa história e
o registro da importância de Itaboraí no cenário político, econômico e cultural do
Brasil. |  | Igreja Matriz de São João
Batista Tombada como
Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN em 1970, tem a sua origem em 1672, com a
construção de uma capela por João Vaz Pereira sob a invocação de São
João. Reconstruída entre 1725 e 1742, passa por nova reforma no período de 1767 a 1782, quando
se estabelece o atual conjunto arquitetônico no ponto mais alto da colina, onde se implantou a Vila de
Itaboraí. A torre Matriz é avistada de longe, marcando sua presença na região. O
paisagismo atual da praça, à sua frente, é resultado de um projeto de
reurbanização de 1953. Com o crescimento das árvores, necessários ao clima da
região, árido e quente, criou-se uma concentração de verde no interior da praça,
que quebra um pouco a harmonia original do antigo conjunto urbano. A igreja está situada na extremidade
norte da praça, isolada do casario baixo e circundante. A Igreja Matriz é uma
construção solidamente erigida de pedra e cal, de grossos muros e equilibrada concepção
arquitetônica. Conserva características oitocentistas de uma só porta de entrada. Na fachada,
duas janelas no coro. A torre única, ainda mantém o corpo inteiramente maciço. A Matriz de
São João Batista, de propriedade da Diocese de Niterói. Alguns pertences internos merecem
destaque, como as conversadeiras com assento de granito nas janelas da sacristia, o arcaz da sacristia ainda
intacto, algumas peças da estatuária (originais do século XVIII), castiças e pratarias
e o retábulo do altar-mor, com talha do século XVIII.
Horário: Missas de 2ª a 6ª feira às 08:00 e 09:00h , sábados
às 19:00h e Domingo às 07:00 e 18:00 hs |
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| | Prédio da Sec.
Municipal de Educação Típica casa térrea do
Período Colonial, é um belo exemplo de resistência de pessoas da classe social
intermediária da época (artesão, artistas, funcionários péblicos, etc.). A casa
que pertenceu a saudosa professora Paulina Porto - incentivadora da Banda de Música local - foi adquirida e
reformada em 1986 no Governo de João Batista Cáffaro, após a morte de sua filha D. Lilita
Porto e abriga desde então a sede da Secretaria de Educação. Em seu interior, encontra-se uma
pintura do Marechal Floriano Peixoto, de August Petit. |
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 | Casa de
Cultura Heloísa Alberto Torres Embora tenha sofrido consideráveis
modificações arquitetônicas ao longo dos anos, este típico sobrado do século
XVIII, característico de residências de pessoas abastadas na época, mantém intactaa sua
fachada. Abrigando hoje a Casa de Cultura Heloísa Alberto Torres, administrada pela Secretaria de Cultura,
Turismo, Esporte e Lazer, este monumento doado ao IPHAN por Heloísa e Maria Alberto Torres, filhas de
Alberto Torres, ex-ministro e ex-presidente da Província do Rio de Janeiro, possui um fabuloso acervo
museológico e uma significativa coleção de livros periódicos, fotografias e documentos
pertencentes à família Torres, ainda em processo de catalogação. A casa dispõe
de salões para exposições temporárias de artes plásticas, duas salas permanentes
de pesquisa: a sala da Memória e a Sala Família Alberto Torres, uma sala permanente de arte sacra,
além de jardim externo, para eventos musicais e teatrais. |
| |  | Teatro Municipal João Caetano O dia 24
de abril de 1827 marca da inauguração deste teatro, construído pelo coronel João
Hilário de Menezes Drumond e a estréia de João Caetano dos Santos - considerado maior
teatrólogo brasileiro de todos os tempos. Após passar por reformas em 1920 e mais tarde em 1927, que
modificam sensivelmente sua fachada original, acaba sendo demolido em 1974, quando encontrava-se em ruínas.
A partir de 1984, o teatro começa a ser reconstruído no governo do então prfeito João
Batista Cáffaro. Este teatro, um dos mais antigos do país e o primeiro a levar o nome desse ilustre
itaboraiense, nascido a 27 de janeiro de 1808, na Serra do Lagarto, era frenqüentado pela família Real
no século XIX, quando vinha a Itaboraí especialmente para assistir as encenações do
famoso João Caetano. |
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Igreja de Nosso
Senhor do Bonfim Apresentando uma fachada típica do Neoclássico (estilo
artístico adotado tardiamente no Brasil, a partir da vinda da Misão Artística Francesa,
trazida pela família Real Portuguesa em 1816), com um frontão triangular de grande
proporções, o prédio da tradicional Loja Maçonica Concórdia Segunda
(n.º10), inaugurada em 1833, compõe, com um conjunto de casas térreas, a mais antiga rua de
acesso ao Centro Histórico. A Igreja de Nosso Senhor do Bonfim situa-se dentro do setor mais antigo de
Itaboraí, numa das ladeiras que descem da praça principal. No seu entorno, um casario baixo de
arquitetura simples, que acompanha a Rua Bonfim, tendo de interessante, quase à sua frente, o prédio
da maçonaria. A igreja foi implantada na parte mais alta do terreno, criando um aspecto de imponência
e verticalidade em relação às casas da localidade. Sua ambiência e proporcionalidade em
relação a rua ficou prejudicada pela retirada da escadaria frontal, tendo atualmente um acesso
lateral e um muro de arrimo quase à porta da igreja. Construída no século XVIII, a igreja
possui um belo tratamento da fachada, típico das igrejas Jesuítas, onde se destaca o frontão
triangular. Em 1742, havia junto a igreja uma capela da Irmandade do Santíssimo, onde se instituiu uma Ordem
Terceira denominada Nossa Senhora do Monte Carmo, extinta em 1753. Em 1790 - 1800, João Bento Vasques
restaurou e ampliou a capela e colocou sob a devoção do Senhor do Bonfim. Entre 1981 e 1982, a
comunidade local, sob a coordenação da paróquia de Itaboraí, decide realizar reformas
na igreja, que encontrava-se praticamente abandonada. Sua fachada principal foi restaurada, procurando-se preservar
sua característica arquitetônica, mas, de resto, foram feitas muitas modificações. O
altar-mor que se encontrava destruído foi totalmente substituído. |
| |  | Prédio da Câmara de Vereadores
Construída em 1840 para abrigar a Casa de Câmara e Cadeia Pública da recém-criada Vila
de São João de Itaboraí (1833), eeste belo exemplo de arquitetura neoclássica,
projetada pelo Major Julio Hoellerm foi Tombado como Patrimônio Histórico Estadual pelo INEPC em 1979.
Em 1962, passa a ser também ocupada pela Prefeitura Municipal, que na época realiza reformas de
adaptação. Em 1994, com a inauguração do Centro Administrativo, a Prefeitura desocupa o
prédio, que passa a ser utilizado unicamente pelo Poder Legislativo em 1999, sendo a Câmara de
Vereadores presidida por Renato Ferreira, o prédio passou por um processo de restauração sob a
orientação técnica do INEPAC e do Departamento Geral de Patrimônio e Turismo de
Itaboraí. | | |
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Prédio da Governadoria
Municipal Típica residência apalacetada do fins do séc. XVIII,
construída provavelmente entre 1803 e 1810, foi, segundo o Iventário da FUNDREM, a residência
do Visconde de Itaboraí - o primeiro Presidente da Província do Rio de Janeiro e ministro por mais de
dez vezes - e servia de hospedagem para Família Real quando em visita a Itaboraí. Tombado como
Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN em 1964, foi desapropriado e declarado de utilidade
pública pela Prefeitura em 1966, passando a ser utilizado como casa de caridade. Dois anos depois, o
prédio sofre incêndio, ficando em estado de ruínas, sendo doado então ao Governo
Estadual, que nele realiza obras de reconstrução, adaptando-o internamente oe seu novo uso como
Fórum, cuja inauguração se deu em 197. Após ampla reforma, a 16 de junho de 2000, no
governo de Sérgio Soares, o prédio passou a ser a sede do Executivo Municipal. |
| | | | Fonte da Carioca Localizada fora do Centro
Histórico, ao lado do Colégio Cenecista Alberto Torres, a Fonte Carioca, reformada pela Prefeitura em
1986, guarda uma relação lendária com a Praça, em função da existencia de
uma passagem subterrânea que une a Fonte a Igreja Matriz de São João Batista. Pesquisas,
revelam ser um canal de escoamento de água da sacristia da Igreja para a Fonte.
End: Av 22 de Maio - Centro ( ao lado do Colégio Alberto Torres
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| | Historiador: Carlos Cabral Fotos: Flavio F.
de B. Coelho |
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